Arquivo do mês: julho 2011

Uma pinha de saberes na Guerreiro


Tudo começou com uma pinha. O melhor presente que Monica, a inspiradora do Mais Educação no Guerreiro, poderia ter nos dado em um dia chuvoso de inverno. A pinha rendeu o dia inteiro, 4 turmas interagiram com ela. Uma bola? O que tem dentro? Cuidado. Muito cuidado. Qualquer movimento brusco pode desagregar algo que mesmo com a inteligência e habilidade de todos e todas desta sala nunca conseguiríamos agregar novamente. A pinha estava no ponto da explosão. Pequena bomba de fertilidade e abundância. Estratégia de dispersão da antes extensa e hoje ameaçada Floresta de Araucárias.
Primeiro dar-se conta: Nem tudo é pinhão. De cada 10 pinhões, 1 dá pra comer. E o restante? As falhas, ou melhor, tentativas de sucesso. Separamos pra ver. E depois, arte e mandalas.

 

O padrão “espiral” da Natureza havia sido entendido na aula  da semana anterior. É o primeiro a aparecer no interior da mandala. A borda é feita com as falhas (tentativas).
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

E aqui? Reconstrução da forma original da pinha?

 

Pode desenhar uma pessoa? Claro que pode.
 
 
 
De braços cruzados.
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
Chega mais reforço e o desenho evolui.
O cabelo foi minha sugestão.

 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
Que os artistas logo descobriram um jeito mais legal.
 
 
 
 
 
 
 
À tarde, com os mais velhos, sem os pinhões, a arte aparece com outro estilo e as mandalas refletem as unidades de cada e as conexões do espírito coletivo.

Todo mundo tri concentrado.

 
 

Dispersos e agitados.

 
 

 
 
 
Arte-meditação.
 
 
 
 
 

E por fim, a exposição passa a ser um estudo acerca da verdade.


Bons estudos à tod@s!

Mateus.

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Curso para professores propõe reiventar o espaço da escola

O desejo de aprimorar o ambiente escolar está levando um grupo de 30 professores da rede pública de ensino de Porto Alegre de volta à sala de aula. Há cerca de um mês eles participam de uma formação que propõe aliar educação e sustentabilidade. São abordados temas como o cultivo de hortas agroecológicas no pátio da escola, manejo adequado do resíduos da escola e reaproveitamento de materiais na construção de novos elementos para o pátio escolar.

O conceito de permacultura – que integra saberes populares, ancestrais e a ciência ecológica moderna – é amplamente utilizado na formação. Trata-se de um conjunto de estratégias voltadas à criação de ambientes altamente produtivos, de acordo com a realidade de cada local. “Outro aspecto fundamental no nosso conteúdo diz respeito às relações humanas. Não existe ninguém sentado no conhecimento. O que defendemos é criar uma condição favorável à troca, favorecendo o empoderamento dos colegas acerca do tema”, ressalta Mateus Raymundo da Silva, um dos idealizadores da iniciativa.

Organizado por entidades da sociedade civil em parceria com a prefeitura, o curso terá 44 horas/aula , sendo que toda a parte prática será realizada na escola de ensino fundamental Rincão, que atende aproximadamente 500 alunos, na zona Sul da capital.

O professor de ciências Vinícius Machado (foto) está empolgado com o aprendizado e não vê a hora de colocar a mão na massa. “Eu tenho 29 anos de magistério e, apesar das inúmeras dificuldades que enfrentei ao longo desse tempo e de estar no final da minha carreira, me sinto como se estivesse começando”, garante. Na avaliação de Vinícius, a escola Rincão possui características que favorecem a aplicação dos conhecimentos adquiridos durante as aulas.

“A escola está situada em uma região que é parte rural e parte urbana. É uma zona de expansão da cidade, mas tem muita área verde. Além disso, a escola está em funcionamento há apenas três anos. Então, vejo que pode ser mais fácil implantarmos uma cultura de sustentabilidade desde agora, do início, do que se fosse uma escola com uma trajetória mais arraigada. Nosso próximo passo é mobilizar os outros professores”.

Educação e resistência
As aulas ocorrem duas vezes por semana: nas quintas-feiras à noite e aos sábados, o dia inteiro. Ao que parece, nem o rigor do inverno esfria o empenho dos professores na busca por novos conhecimentos. No último encontro, realizado dia 8 de julho, o termômetro marcava pouco mais de 10 graus nas ruas de Porto Alegre, mas dentro da sede do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá), os educadores fervilhavam em ideias. Depois de mais um dia de muito trabalho na escola, eles ainda tiveram pique para se debruçar sobre mapas do pátio escolar e planejar as intervenções que pretendem fazer lá.


A rotina é cansativa, mas vale a pena. A arte-educadora Beatriz Heller (foto) sempre sonhou em construir sua própria casa de adobe e avalia que o curso está sendo proveitoso tanto para sua vida pessoal quanto profissional. “É bem interessante realizar estes estudos de paisagens. Para fazer uma horta, a gente tem que pensar de que lado nasce o sol, quantas horas de luz as plantas terão por dia. Também é preciso identificar de que lado vêm os ventos. Tudo isso faz a gente ver a escola com outros olhos. Parece que depois que eu comecei a fazer este curso, passei a reparar mais nos canteiros e nos espaços como um todo”, conta.

Mais jovem do grupo, Cláudio Pinheiro é vizinho e ex-aluno da escola Rincão. Nascido e criado na comunidade, ele não pensa em sair de lá, mas sabe que a qualquer momento a especulação imobiliária, tão comum na região, pode bater à porta da casa da sua família. “Nós temos escolas, campos de futebol e amigos. É um lugar bom de morar, mas muita gente está vendendo os terrenos e indo pra outros lugares. Se continuar do jeito que está, daqui a pouco o Rincão vai ficar igual ao centro da cidade. E o que vamos fazer se os caras têm mais dinheiro que nós?”.
Ficar de braços cruzados diante dessa realidade, no entanto, não está nos planos do grupo de professores. “Um dos objetivos desta formação é justamente estimular a comunidade escolar a se ver, se repensar, se sonhar e, principalmente, se transformar”, pontua Rosa Maris Rosado, coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação. De acordo com ela, outros cursos semelhantes a esse estão sendo realizados na rede pública.

A formação “Reiventando o espaço escolar” é promovida pela SMED e EMEF Rincão e a realização conta com a participação de integrantes do Coletivo Camboim de EducadoresInGá, Coletivo Coisas da Terra, Instituto Arca Verde, Instituto Econsciência e Comunidade do Arvoredo. O Sintrajufe e o Setor de Nutrição da SMED também apoiam a iniciativa.

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MIMOSA midia móvel SA

MIMOSA from viramidia on Vimeo.

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